sábado, 17 de abril de 2010

Diário


Fichar, resenhar, escrever, pensar, propor, expor. Respirar um deserto de letras sem fim, viver ideias, esquecer de comer na hora certa, acreditar num ceticismo de versos, ritmar uma disciplina pontual e ao mesmo tempo divertir-se com isso. Estar onde se quer e como se quer.

Reconhecer discursos, identificar uma clara diferença entre quem leu Kissinger e quem apenas leu um resumo. Conviver com pessoas vaidosas do saber, e com gente que sabe bem mais e que tem simplicidade. Construir novas e sólidas amizades. Manter ou tentar manter um equilíbrio entre o tempo e a espera.
E estar nesse momento distante, em outro lugar, descobrir que resisto a cada dia a distância e que tem momentos que são passageiros, mas necessários. Decidir que quando passar tudo isso, será a hora de voltar e falar que não há mais tempo a se perder, e que esse amor que eu guardo com tanto zelo e carinho não vê a hora de não ser mais platônico. Porque não haverá espaço para nenhum um outro. E que por trás desse romantismo tão puro existe uma realidade possível que não deve ser perdida.

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