Ismael Nery - Perfil e Alma
Celso Furtado, em O longo amanhecer, apresenta uma compreensão reflexiva sobre as quatro décadas do Brasil, compreendidas entre os anos de 1950 e 1990. O autor discorre sua opinião, no âmbito da economia brasileira, a partir de sua obra Formação econômica do Brasil. Furtado faz uma leitura da história recente do Brasil e a realidade resultante do projeto de desenvolvimento para o país.
A diferença é um malogro, entre o que se esperava do nacional-desenvolvimentismo para o país e o que foi obtido desse projeto. Essa perspectiva é indentificada, pelo autor, por intermédio da desigualdade social, da concentração de renda, dos latifúndios rurais e da pobreza. Essas são consequências de um modelo que não foi desenvolvido suficientemente. Logo, a distância do êxito idealizado, e confrontado com os aspectos do presente, reflete a identidade contemporânea brasileira, essa distante de ser aquela que foi sonhada na juventude de Celso Furtado.
''Em nenhum momento de nossa história foi tão grande a distância entre o que somos e o que esperávamos ser''. (Celso Furtado - O longo amanhecer, 1999)


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