quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Menina Morta

“Com esforço, ao fim de várias tentativas(...) o carro pode entrar na balsa. Dentro em pouco a enorme barcaça, ainda maior só com aquele veículo negro deslizava pelas águas sussurrantes, que pareciam rir e conversar em surdina. Talvez as ondas rápidas, amarelas, contassem umas às outras a história muito curta e risonha da menina vestida de cetim brocado, com a pequena coroa de rosas que era prisioneira entre paredes de madeira rude, escondida pela seda branca, sobre ela esticada.”

Cornélio Penna - A Menina Morta

Uma das prosas mais poéticas da tradição brasileira - Um romance intimista... e surpreendente.

*Até hoje nem tudo é o que parece ser (frase tão clichê). Traços de caráter existencial e de inversão de significados marcam este momento de solitude do meu "infinito particular", até lembrei da música da Marisa Monte... (helanny)

http://www.youtube.com/watch?v=DnjePtWoxuM

2 comentários:

Elizeu Souza disse...

oi Minha Linda amiga Helanny Parabens pelo espaço de debate e de conhecimento que vc proponciona ao povo do Pará e especial da Juventude.
Elizeu das Chagas
* Ex- vice secretario de JPT/PA
* Assessor de assuntos Institucionais do PT/PA

Helanny Torres disse...

Meu amigo e companheiro de lutas Elizeu, seja bem-vindo neste espaço de troca de ideias. Agradeço o voto de confiança. Saudades. Um forte abraço.