A cansava, mas ouvia com atenção. Anos antes ao lado dele se contentava em respirar fundo e tentar ouvi-lo com desvelo. A graça agora não era a mesma, nem mesmo havia graça, só vontade de permanecer quieta, numa frenética agitação em nunca descansar. Estes momentos de fim de ano eram mesmo reflexivos e insistiam em trazer de volta 7 natais, que haviam sido passados anos antes com aquele, o qual ela atribuiu toda sua afeição.
É mesmo estranho tanto tempo de reclusão. Em um novo trabalho ela conheceu Ana, o trabalho exigia tanto que de vez em quando uma se mudava para casa da outra, nos finais de semana, ela se limitava a ir correr no fim da tarde, ir à missa e depois ir comer sushi. Muitas vezes até mesmo acompanhada da mãe ou do irmão de Ana. Enquanto isso Ana não perdia nenhuma das festas mais 'quentes da cidade. Ana chegava e a acordava ainda as 5h da matina para lhe contar os causos amorosos da noite. Histórias, digamos assim, apimentadas.
Mas aquilo não mais provocava o mínimo interesse, às vezes risos e surpresa. Ela apenas gostaria de um abraço apertado, mas se esforçava para manter uma distância razoável, e ao passo que mais se dedicava mais suas tentativas eram escassas. Para ela, não foi preciso ir longe e nem mesmo atravessar o atlântico para descobrir a esperança e a paixão que dá o tom a vida, a qual tinha sido despertada em uma época tão cheia de prudência e devoção.
Ela espreitava aquele menino timidamente e não mais importava se ele podia ou não corresponder, porque o amor que sentia superava qualquer forma de egoísmo, mas comungar com ele e ao lado dele momentos de cumplicidade se convertia na mais perfeita sintonia. Pois é prazeroso encontrar um alguém que compartilha dos mesmos sonhos e que fala a mesma língua, olhares que se entendem sem verbos, e 'aquele olhar ficou imortalizado nas lembranças dela. Apenas o silêncio intrínseco parecia confirmar um velho ditado "amanhã é o dia mais ocupado da semana".
É mesmo estranho tanto tempo de reclusão. Em um novo trabalho ela conheceu Ana, o trabalho exigia tanto que de vez em quando uma se mudava para casa da outra, nos finais de semana, ela se limitava a ir correr no fim da tarde, ir à missa e depois ir comer sushi. Muitas vezes até mesmo acompanhada da mãe ou do irmão de Ana. Enquanto isso Ana não perdia nenhuma das festas mais 'quentes da cidade. Ana chegava e a acordava ainda as 5h da matina para lhe contar os causos amorosos da noite. Histórias, digamos assim, apimentadas.
Mas aquilo não mais provocava o mínimo interesse, às vezes risos e surpresa. Ela apenas gostaria de um abraço apertado, mas se esforçava para manter uma distância razoável, e ao passo que mais se dedicava mais suas tentativas eram escassas. Para ela, não foi preciso ir longe e nem mesmo atravessar o atlântico para descobrir a esperança e a paixão que dá o tom a vida, a qual tinha sido despertada em uma época tão cheia de prudência e devoção.
Ela espreitava aquele menino timidamente e não mais importava se ele podia ou não corresponder, porque o amor que sentia superava qualquer forma de egoísmo, mas comungar com ele e ao lado dele momentos de cumplicidade se convertia na mais perfeita sintonia. Pois é prazeroso encontrar um alguém que compartilha dos mesmos sonhos e que fala a mesma língua, olhares que se entendem sem verbos, e 'aquele olhar ficou imortalizado nas lembranças dela. Apenas o silêncio intrínseco parecia confirmar um velho ditado "amanhã é o dia mais ocupado da semana".
Por Helanny Torres - 28/12/2009
Vamos Fugir - Composição Gilberto Gil & Liminha

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