Durante oito anos não houve concurso, de maneira que eu via as pessoas serem nomeadas e fiquei achando que não teria ocasião de entrar para o Itamaray, porque não me considerava suficientemente apadrinhado. Torcia pela abertura do concurso, achava que era a maneira séria e correta de entrar. Foi o Mangabeira quem reabriu os concursos, que passaram a se realizar todo mês de junho, durante quatro anos. Minha banca, em 1927, foi presidida [...]. Éramos 20 e só dois fomos aprovados [...]. Comecei no Itamaray como terceiro-oficial da Secretaria de Estado, ganhando 450 mil réis. No escritório do meu avô eu ganhava o dobro, um conto de réis. [...]
A diplomacia estava à espreita, estava me esperando, acho que desde sempre. [...]
A diplomacia estava à espreita, estava me esperando, acho que desde sempre. [...]
Diplomacia em alto mar: depoimento ao CPDOC. 2 ed. Rio de Janeiro, Editora FGV; Brasília: FUNAG, 2003, p.9-10

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