O ritmo não dissolveu a si mesmo¹. Ele se eternizou por meio da música. O caminho percorrido pode ser traduzido na qualidade de um itinerário para a poética manuelina². O invisível cedeu lugar ao que antes era tido como o indizível. Dessa forma, o chamado São João Batista da Semana de 1922 - Manuel Bandeira - foi posto e composto em clave. O malungo³ Manuel não foi disco de ouro, mas muitos cantam seus versos.
Os poemas musicados (a lista não está completa) do observador apaixonado dos sentimentos do povo são:
- Berimbau (Ovalle, Mignone);
- Trem de Ferro (Viera Brandão);
- Cantiga (Camargo Guarnieri; Lorenzo Fernandez);
- Azulão (Ovalle, Camargo Guarnieri, Gnattali);
- Dona Janaína (Mignone);
- Irene do Céu (Camargo Guarnieri);
- Na rua do sabão, Macumba de pai Zusé, Boca de Forno (Siqueira);
- O menino doente (Mignone);
- Dentro da noite (Mignone, Helza Cameu)
Texto escrito para melodias já existentes:
- Modinha de Villa-Lobos, Canções de cordialidade (sob o pseudônimo Manduca Piá);
- Uma valsa romântica, Canção (Radamés Gnattali)
¹ Alusão ao livro O ritmo dissoluto.
² Referência à obra Itinerário de Pasárgada
³ Africanismo: companheiro; camarada


Um comentário:
Amei a lista, por amar Manuel Bandeira. LINDÍSSIMO...
Postar um comentário