quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

5° Concurso Tim Lopes

Um crime hediondo. É o mínimo que se pode descrever sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes. Infelizmente a violação não é recente, mas a pauta nas agendas jornalísticas sim. Somente após a Convenção dos Direitos da Criança (ONU 1989) é que o tema adquiriu maior visibilidade, para combatê-lo é preciso desmascará-lo. No entanto, faz-se necessário que a cobertura jornalística informe sem sensacionalismos um assunto tão delicado.

O Concurso Tim Lopes é uma iniciativa de forte alerta social. Em sua quinta edição, o tema é "Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes". O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes de drogas enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes, em uma favela do Rio de Janeiro.

Os projetos selecionados vão ganhar uma bolsa de mais de R$ 10 mil. Os jornalistas premiados receberão mais R$ 3 mil após a publicação das suas reportagens. As inscrições estão abertas até o dia 29 de janeiro. Para consultar o regulamento, clique aqui.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Prazer em ler

Simplesmente porque eu não resisto aos fascínios de livros inteligentes. Livros que cativam, que nos acompanham em muitas jornadas, que como uma música marcam um momento de nossas vidas. Faz algum tempo que não leio um desses best-seller que estão em foco na mídia, muitos desses livros populares são interessantes, mas tenho uma lista enorme de livros que ainda preciso ler, e apenas para deixar claro, não tenho nenhuma aversão a essa categoria que é considerada a "literatura de massa". Às vezes passo uma manhã inteira numa livraria para escolher aquela leitura que me proporcione uma viajem em terras ainda desconhecidas, não é uma escolha nada fácil, porque dá vontade de levar todos pra casa, mas ocorre vez por outra aquele encanto com um livro em particular, então é irresistível, a companhia torna-se mais que atraente, ela me envolve em seus braços, meus olhos brilham. Na última semana, escolhi três livros para me acompanhar neste período de carnaval e mais um fascículo. São leituras enriquecedoras, eu recomendo.


O CASTELO NA FLORESTA. Norman Mailer
(Editora Companhia Das Letras)

O autor, mestre do New Jornalism ou Jornalismo literário, nos oferece uma escrita primorosa sobre a infância de Hitler, criador do nazismo. É uma aventura que se revela na investigação excitante dos fatos que venham a elucidar as causas de sua crueldade. É sinistro e nos faz refletir sobre a constituição da personalidade diabólica daquele que vem a se tornar o maior exterminador da raça humana. Logo na capa do livro há um choque, a figura personificada do mal ainda criança, sem o famoso bigode, com o carimbo da suástica em seu retrato. É um livro que nos faz prender a respiração, o qual mantém atenta a indignação de lutar para que nunca mais a história se repita. Mailer é um escritor norte-americano, ganhou duas vezes o Prêmio Pulitzer e uma vez o National Book Award.


EUCLIDIANA. Ensaios sobre Euclides da Cunha. Walnice Nogueira Galvão
(Editora Companhia Das Letras)

Textos magníficos sobre a vida, carreira e composição literária de um dos maiores escritores brasileiros. Um convite a um discurso eloquente e a uma retórica impecável, traços que revelam uma identidade pouco conhecida e explorada sobre Euclides. A autora nos brinda com um extraordinário entendimento sobre a obra genial do escritor, sociólogo, militar, engenheiro e jornalista. O livro é o que podemos chamar de uma "vereda preciosa", sem exageros. Galvão publicou trinta livros, entre eles Mínima Mímica: Ensaios sobre Guimarães Rosa e mais doze livros sobre Euclides da Cunha e a Guerra de Canudos.


MÁRIO QUINTANA. Nova Antologia Poética.
(Editora Globo)

Amor à primeira vista. Um encantamento que transcende gerações. Quintana é essencial e necessário. Um presente para saborear a doçura da vida de olhos abertos. O humor e o lirismo é a arte deste poeta que constrói e desconstrói versos com naturalidade e leveza. Bilhete é um poema que me embala com carinho, o trecho "...a vida é breve e o amor mais breve ainda" simboliza essa expectativa em não perder tempo, em viver logo a vida e não deixá-la para depois. Pois que fiquem surdos os passarinhos. Amado, eu também já não me importo que me quebrem os telhados, se há querer e se há amor que seja sem mais devagarinho. O livro é mesmo um deleite.


CELSO FURTADO. Coleções Caros Amigos. Fascículo 4.
(Editora Casa Amarela)

Porque não só de versos vive o homem. Apesar de não ser um poeta, Celso Furtado é uma inspiração. É o economista brasileiro mais lido no mundo. Graduado em direito na década de 40 (não havia cursos de economia no período), trabalhou como jornalista no Correio da Manhã antes de ser aprovado em concurso público. Apesar de resumido, o fascículo descreve com qualidade a trajetória deste pensador social. Vale à pena conferir.

E por enquanto, neste período antes de começarem as aulas na Faculdade de Economia, preciso muito estudar matemática econômica, isso para não falar sobre as monstruosas leituras obrigatórias. Neste pouco tempo de curso uma das coisas que aprendi: não são os números que determinam o problema econômico, mas o problema econômico e social que determinam os números. Isso para não dizer que não falei de flores. Sem mais trocadilhos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tablóide

Polêmica e repercussão sensacionalista. Esse é o sentido atual do conceito de tablóide. Originalmente, significa o formato de jornal que mede a metade do tamanho de um jornal standard (37,5cm x 60cm). Há mais de um século o termo “tabloid journalism” expressava a ideia de publicações de notícias resumidas. Situações novas, conceitos novos. Para toda regra, uma exceção.

Este é um blog experimental que nasce com bom humor. Um registro de observações pessoais, experiências e 'descobertas. Um espaço de diálogo, interativo, que constrói a informação em tablettes, palavra de origem francesa que exprime um formato condensado. Porque Navegar é preciso!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Oração da manhã


No princípio deste dia, ao Senhor nós suplicamos
Que em todas as nossas ações nos livre do pecado.

Modere a nossa língua, detenha a palavra ofensiva. Sua mão nos guarda os olhos para não vermos coisas vãs.

Que tudo em nós seja puro, longe de nós a desordem, Para que sóbrios possamos vencer a soberba do corpo.

Para que, no fim do dia, quando voltar a noite, Vencedores do pecado entoemos seu louvor.

Louvor a Deus Pai, a seu Filho Unigênito, Com o Espírito Consolador, agora e por todo o sempre. Amém.

*autor desconhecido

domingo, 10 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

O dia de hoje: o presente


"Uma outra linguagem, uma geografia espiritual secreta, crescia dentro de mim, tomando conta dos meus sonhos noturnos, bem como de meus devaneios diurnos". Truman Capote


O prazer dos sentidos, a dança, a música, o êxtase de estar em singular melodia. O olhar devorador que incendeia num arrebatamento divino, porque não há nesse momento nenhuma regra que insista em dizer que não deve, não pode, não é moral.

É desafiador e tentador, mas quando conceitos e preconceitos são despidos, convenções que regulam hipocrisias sociais são reveladas. E nesse sentido, não há nada que me faça importar com o julgamento alheio, nem sequer lamento por isso. Não é necessário usar o poder da caneta para ferir desnecessariamente outra pessoa, mas é possível usar o poder das palavras para desvendar aquilo que pertuba pensamentos. Se precisa mesmo saber, pergunte.

Um grupo de turistas estava no topo de El Peñol, um gigantesco monólito de arenito que se ergue abruptamente 200m acima dos campos de Antioquia, na Colômbia. Após subir os 649 degraus até o topo encontraram com um amistoso guarda, o qual contou que já estava naquele emprego havia mais de vinte anos. Assim uma das pessoas do grupo perguntou:

- Alguém já caiu?

- Sim, uns trinta.

- E essas pessoas tiveram a intenção de se jogar ou foi um acidente?

- Não sei, nunca pude fazer a pergunta.

Pode-se enxergar milhas em todas as direções. No entanto às vezes, o que é mais perigoso é o mais excitante. Neste caso, olhar da margem, da extremidade do topo parece mais divertido, e mais arriscado também.

A lição aprendida é viver em paz consigo mesmo. Cada condição que a vida nos impõe é uma oportunidade de crescimento. Há riscos, mas também há escolhas. Tranquilidade para seguir em frente sem as amarras do que passou. Sentir-se livre para reinventar outros caminhos. Depois de um 2009 de incontáveis mudanças e desafios, e com um sentimento de sair mais fortalecida a cada fúria do implacável destino, que venha um 2010 de muitas esperanças e alegrias, e não há nenhuma dúvida sobre isso.

Por Helanny Torres - 01/01/10